Notícia publicada quinta-feira, 22 de maio de 2014

Seguindo nos shows de divulgação do mais recente CD “Silent Revenge” e já pensando no novo álbum, o HIBRIA encontrou tempo em sua agenda para um feito diferenciado: responder perguntas dos fãs da banda.

A proposta foi publicada na página do Facebook oficial do grupo e consistia em selecionar 10 das centenas de questões enviadas pelo público, os escolhidos receberão brindes da própria banda.

As perguntas e respostas você confere aqui:

GABRIEL ALMEIDA: Primeiramente, gostaria de parabenizá-los pelos excelentes discos lançados em sua carreira. Minha pergunta é a seguinte: o último álbum da banda “Silent Revenge” foi baseado no filme argentino “O segredo dos seus olhos”, de onde veio essa genial ideia?

Valeu pelo apoio, Gabriel. A ideia veio quando o Abel viu o filme e curtiu muito a abordagem sobre as diferentes formas de como uma vingança pode acontecer. Ele sugeriu que a gente visse o filme e desenvolvesse as letras inspiradas nele. Outro lance é que o “O Segredo dos seus olhos” tem uma atmosfera bem pesada e nos identificamos com várias situações que acontecem durante a história. Logo pensamos que ele poderia se encaixar perfeitamente com as idéias de composição que estavam em andamento.

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THALES BRAGA: Em todos esses anos de banda, eu imagino que bem no começo de suas carreiras a banda foi pequena e que vocês tocaram em festivais pequenos sem remuneração. Além disso precisaram trabalhar para sustentar a própria banda. Gostaria de saber como foi a transição de uma banda relativamente “pequena” para uma banda grande, com reconhecimento mundial e que já tocou em alguns dos maiores festivais do mundo.

Legal a tua pergunta, Thales. O processo de transição se deu de forma natural e sem passar por cima de ninguém. Sempre respeitamos as gravadoras, outras bandas, produtores e condições para tocar em algum lugar. Apesar de muitas vezes ter encontrado situações difíceis, o HIBRIA sempre se preocupou em fazer o melhor show possível e respeitar muito os nossos fãs. Se o local estivesse lotado ou apenas com 10 pessoas, nós suávamos muito a camiseta no palco, e isso não vai mudar. Então, oportunidades foram aparecendo assim como convites para participar de eventos de grande porte. Isso não mudou nossa forma de trabalhar, mesmo já tendo participado de grandes festivais dentro e fora do nosso país, porque sabemos como é buscar um “lugar ao sol”. Sempre trabalharemos com humildade.

Sobre trabalhar para sustentar a banda – Sem dúvidas. Tivemos que fazer isso por muitos e muitos anos até podermos nos concentrar apenas na música. Vivemos num país injusto e temos que nadar contra a maré com todas as nossas forças para conseguirmos superar todas essas adversidades que encontramos para conseguir viver de música. O cara que escolhe viver de música, ou qualquer outra forma de arte no Brasil, tem que aprender a andar na contramão.

LUAN GABRIEL OLIVEIRA: Acho muito interessante sua proposta musical e de interação com os fãs, mas gostaria de saber como vocês se vêem como uma banda em constante ascensão em meio ao cenário do metal brasileiro, considerando que conforme vocês lançam novos CDS vocês se consolidam ainda mais como uma das bandas que mais merecem atingir fama mundial. Como vocês vêem essa sua ascensão desde o inicio de sua carreira até a apresentação sensacional que vocês fizeram no Rock in Rio (a qual eu estava presente)? Como vocês pretendem crescer ainda mais no cenário musical brasileiro e mundial? Muito obrigado por essa banda incrível e talentosa!!!

Legal saber que tu estavas lá no Rock in Rio, Luan. Obrigado pelo apoio. Esta ascensão que você citou, assim como respondido na questão anterior, se deu de forma natural. O HIBRIA sempre foi uma banda que tem todos os passos muito bem planejados. Nosso sonho era tocar no Rock in Rio e conseguimos chegar lá com muito trabalho e planejamento consciente. Com relação ao cenário brasileiro, não vamos deixar de aproveitar o grande momento do HIBRIA.

Finalmente o nosso país de origem está olhando para o nosso trabalho. O que mais queremos é dar continuidade nesse crescimento e tocar em todos os lugares que os nossos fãs pedem pelas mídias sociais como facebook (facebook.com/HIBRIAOFFICIAL), ou twitter(@HIBRIA). Já no restante do mundo, queremos continuar nosso trabalho na nossa segunda casa, o Japão, e partir para uma turnê européia. Estamos com projetos bem legais ainda para 2014 e também para 2015. Então se preparem para as próximas notícias.

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OCTAVIO WALKER: Como vocês fazem para ter em suas músicas sempre essa grande intensidade sonora (peso, em outras palavras), o tempo todo, mesmo nas baladas? É objetivo da banda transmitir sempre essa força? Exatamente isso que me fez ser a minha banda predileta.

Muito legal saber que o HIBRIA é a tua banda favorita, Octavio. Show de bola. Os dois primeiros álbuns do HIBRIA são muito velozes e virtuosos. A partir do Blind Ride, pesamos a mão e curtimos muito a sonoridade. Tanto é que pesamos ainda mais a mão no Silent Revenge. A ideia é continuar fazendo com que o nosso fã se imagine no show batendo cabeça ao escutar nossa música e vamos continuar pesando cada vez mais nas novas composições. Preparem-se para o próximo álbum.

O interessante é que uma vez ouvimos de um fã que o HIBRIA era a banda de Power Metal mais pesada do mundo. Gostamos dessa observação e estamos levando muito em consideração. O peso no som do HIBRIA é uma coisa muito natural pra gente. Seja numa música mais “pegada” ou numa balada, o peso é um elemento fundamental do nosso som.

NICOLLE ULISSES: O Hibria já está na estrada há um bom tempo, todos os brasileiros sabem que esta estrada do metal aqui no Brasil é muito difícil. Porém, em 2013 vocês participaram do maior festival de rock do Brasil, o Rock In Rio, e ganharam destaque nacional e mundial pela “vigorosidade”, paixão e, claro, a ótima música executada. Mas o que muitos fãs não sabem é que antes de chegarem lá, vocês tiveram que passar por muitos eventos independentes e lutar pelo espaço. O que de fato mudou na postura do Hibria (antes RiR/ pós Rir) em relação aos planejamentos, shows e concepção das músicas? Pois vocês estão sendo considerados a banda da atualidade do metal nacional e a exigência dos fãs é muito maior. Vocês buscam marcar mais os fãs aqui no Brasil ou buscam mais o reconhecimento fora do Brasil?

Muito massa a pergunta, Nicolle. Quem não quer ser reconhecido no seu próprio país? Com o HIBRIA não é diferente e queremos cada vez mais fortalecer a nossa base de fãs, conquistar fãs mundo afora e tocar onde ainda não tivemos a oportunidade. A exposição que tivemos no Rock in Rio foi espetacular e muita gente que não nos conhecia teve a oportunidade de ver o nosso show. Sabíamos dessa responsabilidade e demos o nosso melhor. Nossa postura continua a mesma em todos os sentidos e no direcionamento do nosso trabalho. Damos cada passo com muito planejamento e vamos trabalhar para que os fãs brasileiros valorizem cada vez mais o nosso som. Naturalmente, queremos isso NO MUNDO TODO.

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DANIEL SANTOS: É sabido que o HIBRIA, ao longo do tempo, explorou novas influências em cada novo álbum, indo do Heavy/Speed Metal no “Defying the Rules” até as portas do Thrash Metal em “Silent Revenge”, sempre mantendo uma forte identidade musical. Uma tática que funciona, pois a cada álbum a banda conquista mais e mais fãs. Tendo isso em vista e sabendo que o novo álbum já está sendo composto, quais novas influências e explorações podemos esperar do quinto álbum de estúdio da banda?

Legal Daniel e pelo o que vejo estás bem curioso com relação ao próximo álbum. Então alonga o teu pescoço porque estamos preparando um álbum com ainda mais velocidade e peso. Também estamos incorporando elementos que marcaram os nossos dois primeiros álbuns, o Defying the Rules e o The Skull Collectors, como riffs, solos e duetos virtuosos. Afinal, o Defying the Rules está fazendo 10 anos de lançamento no Brasil em 2015. Em breve teremos novidades sobre isso. Podemos adiantar que o HIBRIA está voltando às origens Power Metal, porém com a roupagem, peso e brutalidade sonora atual. O resultado disso?? Só esperando o próximo álbum.

THIAGO ZANELLATO: Qual pensamento ocorre em cada um de vocês quando a todo ano viajam para países tão distantes de sua terra natal e percebem o quanto a dedicação e o esforço de vocês levaram o nome do HIBRIA até esses lugares?

Muito massa a pergunta, Thiago. É a primeira vez que falamos sobre isso em entrevistas. O pensamento é de “missão cumprida” e reconhecimento de que o trabalho está no caminho certo. Realmente não temos como explicar a sensação de viajar mais de 30h e encontrar casas lotadas e todos cantando junto com a gente as nossas músicas. Isso só nos motiva a continuar com muita garra nosso trabalho.

O HIBRIA se tornou a banda mais importante de metal do Brasil no Japão na atualidade com muito trabalho e dedicação e isso se deve ao fato dos músicos da banda realmente curtirem o que fazem e se dedicarem para isso. São muitos anos de um trabalho sério, focado e com muito planejamento. A gente tem muito orgulho de todas as nossas conquistas e continuamos trabalhando muito para crescer cada vez mais para levar o som do HIBRIA para o mundo inteiro.

OTAVIO MELO DA SILVA: Quais os passos que vocês tomaram no início da carreira que se fosse hoje vocês não fariam?

Boa pergunta, Otávio. Demorar demais para tomar algumas decisões e aprender a dizer “não” para valorizar o nosso trabalho, mas são coisas que uma banda só aprende com o tempo e a experiência da estrada.

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RAFAEL RAMPANELLI: Qual o papel do HIBRIA (fora ser a melhor banda brasileira de Metal hoje em dia) no meio dessa onda de metal nacional que está estourando cada vez mais? O que vocês pensam sobre quem ainda fala que o metal nacional ‘morreu’ sendo que nos últimos 3 anos o público vem aumentando consideravelmente, sendo que a maioria dos fãs de metal é totalmente fiel às banda que levam de inspiração?

Obrigado pelo apoio, Rafael. Vamos continuar trabalhando para tocar onde ainda não tivemos oportunidade, voltar a tocar onde já tocamos e conquistar cada vez mais espaço. Esse papo de que o Metal Nacional morreu é coisa de perdedor que não acredita no seu próprio trabalho. É só ver quantas bandas nacionais estão lançando álbuns de excelente qualidade. Está na hora de olhar para o próprio umbigo e enxergar que uma garrafa de cerveja não vale mais do que o ingresso para curtir o show de uma banda. O HIBRIA veio do underground onde muitas vezes investimos do nosso próprio bolso. Mas uma certeza nós sempre tivemos, que cada centavo seria recuperado com muito suor.

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ANTONIO CARLOS DE MARCHI: Fazendo um balanço geral desde o início da carreira com os primeiros shows até os shows atuais, o quanto a banda amadureceu dentro e fora do palco? Como a banda se organiza e se prepara para um show? Como isso era feito no início?

Legal a pergunta, Antônio. Claro que existe uma grande diferença dos primeiros shows para os atuais, mas uma coisa podemos dizer que não mudou: a vontade de estar em cima do palco e curtir intensamente cada segundo de show. Por sinal, essa vontade só aumenta a cada dia. Gostamos muito de ensaiar (e esse é um grande “segredo” para o crescimento de uma banda), pois é o momento que trocamos idéias, descontraímos e decidimos o setlist para o show. Nossa preparação é intensa e tocamos como se estivéssemos no show a partir do momento que nos “familiarizamos” com a ordem do setlist. Hoje em dia ensaiamos de 4 a 8 horas por semana para cada show pois temos um estrutura melhor. Antigamente não tínhamos esta chance. Então esse fator ajuda muito para que os shows sejam sempre muito intensos. Cada show é um aprendizado assim como gravar um CD. Outro fato que também é bem diferente de antigamente é que temos uma equipe fixa e de confiança. Isso faz com que no dia do show tenhamos a chance de nos preocupar um pouco menos com o equipamento e a montagem, e coisas relacionadas a logística de um show, e nos concentrar mais em tocar.

A banda agradece a todos que enviaram perguntas e acompanham a banda não só em shows como nas redes sociais.

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