Notícia publicada quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Road to Metal: Quando vocês estavam no inicio da carreira, o cenário do Metal Nacional estava voltado para o Metal Melódico. Desde quando Nightwish virou febre, surgiram (e ainda hoje surgem) bandas de Metal Melódico/Sinfônico. A situação do Metal hoje em dia esta mais abrangente ou vocês ainda sentem aquela pressão de que um estilo esta sendo mais visado que o outro?

Edson: A moda sempre existe e sempre existiu, muita gente que está dentro dela hoje nunca via admitir que está vivendo na onda do momento, mas nós que estamos no cenário a mais de 2 décadas conseguimos ver isso de forma mais clara. O Panzer nunca foi uma banda que teve a sorte de estar fazendo o som do momento, porém sempre acreditamos no nosso trabalho e somos reconhecidos por isso. Hoje é uma onda, amanhã já é outra e nossa música permanece.

RtM: Os tanques de guerras nazistas eram chamados de Panzer. Vocês escolheram tal nome por causa de seu significado. Mas quando a Panzer surgiu, no início dos anos 90, o Brasil havia acabado de sair de uma ditadura e ainda havia uma efervescência política. E em algum momento alguém fez alguma ligação do nome da banda com o nazismo? Dizendo de outra forma, a banda passou por algum constrangimento por causa do nome?

André: Por incrivel que pareça, nunca tivemos problema com isso. Sempre deixamos claro que não somos simpatizantes das causas Nazistas e que o nome é baseado no significado da palavra, que em alemão, significa algo como “Couraça”, “Armadura”. Nunca nos envolvemos em causas políticas, até porque não temos profundo conhecimento para argumentar sobre esses assuntos. Acredito que isso tenha nos ajudado a desvincular o nome da banda com o Nazismo. O Holocausto foi uma parte horrível e vergonhosa da história da humanidade, mas deve ser sempre citado e lembrado, pra que não haja novamente. É importante que o tema seja sempre discutido, lembrado e que cause desconforto. Só assim não se repetirá.

RtM: Uma frase de um músico de jazz cai muito bem nessa pergunta. Rex Stewart, nos anos 40/50 falava que “quando uma banda entra em um estúdio para uma sessão de gravação, os caras não sentam para serem sinceros. Eles tocam apenas. Só isso”. Vocês não simpatizaram com a forma de como um CD é gravado hoje em dia. Por que essa, digamos, antipatia com essa nova forma de gravação? Ao ver de vocês falta sinceridade, como foi dito na citação acima?

Edson: Eu particularmente não gosto da forma como a música hoje é tratada dentro dos estúdios, realmente se você deixar a coisa andar como todos querem que seja feito, tudo vai ficar realmente falso, matematicamente perfeito, como robôs tocando de forma irrepreensível. Essa vai sempre ser uma discussão sem fim sobre o que eu penso, de como a música deve soar e como técnicos e produtores entendem os conceitos de gravação modernos. O engraçado é que os grandes clássicos, os discos irrepreensíveis foram gravados de forma simples e até mesmo tosca, com poucos canais, sem metrônomo, sem a parafernália de hoje em dia que fabrica heróis e destrói o verdadeiro sentido da música que é expressão do sentimento humano. Mas a tecnologia acabou com isso tudo, já ouvi muitas vezes dentro de estúdio produtores dizendo… “mas tem que ser feito assim, porque o mercado exige isso assim”. Ai eu pergunto, mercado?? Que mercado?? Ainda temos “majors” dando diretrizes de como a musica vai ser?? Ainda temos grandes empresários milionários?? Então eu acho que muitos músicos estão engessando sua música à toa, sendo escravos de metrônomos, programas de afinação de voz, edições de áudio para criar música fria e sem sentimento. Sou contra isso e sempre vou ser.

Confira a entrevista completa acessando o link: http://roadtometal.com.br/2013/01/entrevista-panzer-o-despertar-da.html

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