Notícia publicada segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O NECROPSYA é uma banda com uma característica – por que não chamarmos de vantagem – muito destacada: O grupo sabe como se alimentar de influências de vários estilos e uni-las de uma forma tão peculiar, tão pessoal que sua música é apenas sua, o NECROPSYA é facilmente identificável quando ouvido.

Mas por via das dúvidas, sim eles praticam Thrash Metal, ou como eles mesmos chamam: Brazilian Thrash Metal. Confira nossa entrevista com o trio:

Já temos um tempo desde o lançamento do ‘Distorted’ o que a banda pôde colher deste trabalho? Daria para fazer um paralelo com o lançamento anterior ‘Roars’?

Henrique Bertol: Tudo melhorou do “Roars” para o “Distorted”: a divulgação, a repercussão, e a produção do álbum em si – tanto na parte técnica quanto artística. Essa evolução para nós é vital, pois estamos sempre atrás de crescimento passo a passo, encaramos isso como um desafio.

Henrique Vivi: Com o “Distorted” pudemos, primeiro de tudo, fazer a turnê na Argentina, além de render a abertura pro Overkill, e as resenhas positivas que também nos renderam entrevistas, a participação no projeto Curitiba Metal Sound, participação na TV, etc. De qualquer maneira, nosso trabalho em divulgação independente, apresentações ao vivo e empenho com o nosso “faça você mesmo” não mudou.

O primeiro impacto causado por ‘Distorted’ é a capa e encarte. Como vocês chegaram nesta ideia? Qual a necessidade de sair dos clichés do estilo?

Henrique Vivi: Sempre tivemos a consciência que as músicas do Distorted saiam um pouco da ‘zona de conforto’ dentro do thrash metal. O conteúdo lírico é um pouco assim também, e queríamos uma arte que complementasse este trabalho. Além de tudo, queríamos um contraste com a arte que fizemos no Roars – menos imagens intimidantes, sem tons escuros, etc.

Henrique Bertol: Bolamos esse conceito básico e passamos um esboço de capa para o Allan Deangeles, a partir daí ele desenvolveu tudo de forma magistral. O conceito cresceu muito na mão dele.

As músicas da banda, especialmente do ‘Distorted’ para frente, tem algo especial, algo que foge um pouco do “comum’ dentro de Thrash Metal, mas ao mesmo tempo elas soam naturais e extremamente pesadas. Como é na hora de compor? Este “quê” a mais é premeditado?

Henrique Vivi: Com certeza, o “que” a mais é o que define a identidade de uma banda, e o que ela sempre carregará quando alguém lembrar do nome. Normalmente compomos sozinhos um esqueleto, uma estrutura musical, que começamos a moldá-la apenas em ensaios. E claro, tocando ela ao vivo, conseguimos ter a resposta do público para saber se estamos em um bom caminho.

Celso Costa: Tentamos dar unidade à ideia original da música, aplicando nossas influências individuais de forma coesa. Nesta hora o respeito e confiança em seu parceiro de banda é fundamental.

Estas mesmas canções ao vivo soam muito mais brutais, viscerais. Você trabalham de modo diferente a música quando ensaiam para shows e para gravação?

Henrique Vivi: De vez em quando – acabamos nos acostumando tanto em rearranjar as músicas do “Roars” para tocar ao vivo que esta adaptação acaba sendo natural.

Celso Costa: Tentamos não mudar muita coisa o tempo todo, só quando sabemos que o show ficará mais dinâmico.

Outra característica recorrente do Necropsya são as músicas em português. Já pensaram em lançar um trabalho totalmente em nossa língua nativa?

Henrique Vivi: Já sim. Quando começamos a dar cabo deste novo material, o Claustrofobia lançou o Peste, um baita trabalho. Foi um boa base, pois agora temos que ralar muito antes de lançar algo nesse naipe! Porém, nosso novo trabalho terá sim mais músicas em português, pois gostamos deste desafio e acreditamos que dá pra fazer boas músicas para brasileiro ouvir.

Celso Costa: É muito bacana ver estas bandas da cena nacional cantando em português. Este fator valoriza, renova e deixa a música pesada feita aqui com um sotaque cada vez mais autêntico. O Brasil é a bola da vez, o país da Olimpíada e da Copa. Nada mais justo mostrarmos ao mundo que temos uma multiculturalidade muito maior do que os gringos recebem através da grande mídia.

O grupo acabou de lançar um novo single ‘Isolation’ que, na minha opinião, engloba todas as características do Necropsya e as eleva a um novo patamar. Qual a intenção de lançar este single neste momento?

Celso Costa: O que mais me impressionou quando o Bertol chegou com a ideia inicial da Isolation foi a honestidade em seu patamar geral: letra, riffs e ideias rítmicas já soavam praticamente prontas. Esta música soa mais trio do que nunca.

Henrique Bertol: Nesse processo de pré-produção já sentimos que algumas músicas estavam mais adiantadas, isso nos fez pensar que podíamos lançar previamente alguma dessas faixas. No fim veio tudo a calhar, pudemos experimentar a reação do público ao novo material e ao mesmo tempo abastecendo os fãs com uma música inédita.

Henrique Vivi: A “Isolation” fez parte da coletânea “Brazilian Xtreme Way”, além de fazer parte da pré-produção do nosso novo trabalho. Achamos importante fazer com antecedência uma pré-produção, para acertar não só a parte composicional, mas também a de produção, mixagem e masterização que consolidará o novo som.

Novamente o trabalho gráfico nos chama a atenção, inclusive com um videoclipe que na minha opinião é genial. Esta é a tendência do Necropsya? Afastar-se dos clichés e aumentar o peso?

Henrique Vivi: Obrigado! Sim, entendemos que fazer ‘mais do mesmo’ não é o suficiente para se destacar na cena. Nossa tendência é, claro, procurar colocar de melhor maneira nossa identidade sonora nas músicas novas, que bom que a resposta da música e do clipe novo estão sendo positivas!

Henrique Bertol: Toda a concepção do clipe, do roteiro até a montagem, vieram do Dennys Rocha, o cara matou a pau na realização desse vídeo. Foi realmente uma boa sacada pois vai de encontro com a divulgação que queríamos dar neste 2012.

Quais os planos para o grupo no momento e em um futuro próximo?

Henrique Vivi: No momento, a divulgação do “Distorted” é a prioridade. Então, estamos com shows agendados até o fim de 2012, e em 2013, se tudo der certo, já caímos em estúdio, além de claro, tocar e tocar muito!

Celso Costa: O novo disco está a caminho, estamos ansiosos para que tenhamos mais este trabalho em mãos, mas ainda estamos em plena divulgação do Distorted. Produtores, contatem-nos! (risos)

Espaço livre, deixem seu recado, informações que esquecemos de perguntar, comentários e o que mais quiserem falar!

Henrique Vivi: Obrigado à Metal Media pelo espaço, agradecemos a todos que nos apoiam, e que muito ainda há para acontecer, fiquem atentos! Para conferir nosso som, os melhores links são o nosso site oficial www.necropsya.net ou nossa página de facebook – facebook.com/necropsyabr . Um abraço a todos!

Celso Costa: Muito obrigado à nossa equipe que sempre nos dá o suporte necessário: Dennys Rocha, Gustavo Preto e ao Eduardo Pereira. Um agradecimento mais que especial aos nossos parceiros KR Drums, Escola de Música Edi Tolotti, Audionose estúdio de ensaios, Hank Bier e ao mais novo endorser: Baquetas In Pacto. São iniciativas como esta que fomentam nosso trabalho e nos mantém sedentos por música. Por último e não menos importante, o nosso fraterno agradecimento às nossas familias, amigos/ fãs e apoiadores do Necropsya, vocês compartilham conosco o reconhecimento que vem dos lugares mais inesperados, cada um de vocês que aperta nossa mão, se comunica via redes sociais ou nos manda um e-mail de contato. Nossa discografia está disponível para audição gratuita em nosso site, nossa música é do mundo. Um abraço e nos vemos por aí!

Contato para shows e merchandise: info@necropsya.net 

Sites Relacionados:
www.necropsya.net
www.myspace.com/necropsya
www.metalmedia.com.br/necropsya
www.facebook.com/heartheroars

FOTO AO VIVO: Dennys Rocha
FOTO PROMOCIONAL: Andre Smirnoff