Notícia publicada sexta-feira, 05 de outubro de 2012

Anti-Heroi: O NervoChaos é uma das bandas mais ativas do cenário Underground tendo vários lançamentos desde sua formação em 1996 e sempre excursionando muito para divulgar seus discos tanto dentro como fora do Brasil. Gostaria de saber qual a evolução que você vê na banda desde o lançamento da primeira demo-tape auto intitulada “NervoChaos” até o ultimo lançamento, “To the Death”.
Edu: É verdade, nós acreditamos que uma banda se faz ao vivo e por isso estamos sempre excursionando bastante para promover os nossos lançamentos e o nosso trabalho como um todo. A banda vem evoluindo musicalmente desde o início. Quando começamos a proposta musical era mais voltada para o Thrash Metal/Crossover, e com o tempo e as mudanças de formação, fomos evoluindo naturalmente em busca da nossa sonoridade própria. Atualmente a banda é mais calcada no Death Metal tradicional, mas nós nunca nos prendemos a rótulos pré-estipulados e sempre fomos livres para navegar pelas diversas vertentes da música extrema. Na minha opinião, hoje a banda vive a sua melhor fase, com uma formação estável e entrosada e com mais maturidade nas composições e na musicalidade, já chegando bem próximo da nossa sonoridade própria que tanto buscamos.

Anti-Heroi: Vocês estão na estrada a bastante tempo, e você além de músico também é produtor de eventos voltado principalmente ao cenário extremo, gostaria que você comparasse a cena underground de quando começaram em 1996 com a cena atual e se você acha que nossa cena poderá ter um futuro promissor ou decadente.
Edu: Existem muitas diferenças na cena se fizermos um comparativo desde 96. Acho que a maior delas é a internet e a globalização. Não sei se o futuro é promissor ou decadente, mas sei que só os ‘originais’ vão permanecer, pois os ‘clones’ tem vida curta. A economia do nosso pais também evoluiu bastante e isso ajuda muito o crescimento da cena. Infelizmente o crescimento não significa qualidade, pois vejo muita quantidade e pouca qualidade. Atualmente o Brasil faz parte da rota de turnês e todas as bandas tem nos visitado em suas excursões, que por um lado é ótimo, mas por outro faz com que os fãs comecem a ter que escolher qual show ir pelo limitado poder aquisitivo que a economia impõe. Eu sei que as dificuldades sempre vão existir de uma forma ou de outra e por isso que só prevalecera aquelas bandas, produtores, gravadoras,…., que realmente tem amor ao que fazem e buscam originalidade e qualidade acima de tudo. Antigamente era praticamente impossível se fazer uma turnê pelo Brasil, algo que hoje já é viável e acontece com frequência.

Confira a entrevista na íntegra: http://antiheroirecordz.blogspot.com.br/2012/10/entrevista-nervochaos.html

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