Notícia publicada quarta-feira, 12 de setembro de 2012

No início da carreira, numa época totalmente ‘Brasil Melódica’, a proposta Thrash foi bem aceita ?

Edson: Naquele período nós éramos uma espécie de banda “maldita” no cenário, era raro nos convidarem para algo, porque não tocávamos melódico, então acabamos desbravando nosso próprio caminho sozinhos. Éramos pesados demais para todo o cenário Melodico. Aquilo era ridículo, uma cena onde todo mundo tinha o cabelo bonito e usava colar de espada no pescoço. As bandas de melódico eram “heróis do publico” que lotavam shows aqui em SP, existiam selos que só lançavam CDs de melódico , existiam promotores de shows que faziam grandes festivais com melódico, existiam uma milhão de moleques querendo ser o mais novo herói da guitarra e muitos bateras fuderam suas articulações tentando tocar bumbos a velocidade da luz , que o melódico exigia.
Note que eu usei tudo o que eu descrevi acima, no passado (eram, foram, existiram) , tudo isso morreu, tudo isso não era verdadeiro, tudo isso era moda,era tudo realmente falso, muita gente saiu da cena e nem Metal toca mais hoje. Nós nunca demos o menor valor para todo aquele cenário, construímos nosso próprio caminho apenas pelo nosso esforço e o público que entendia quem realmente fazia Metal, nos abraçou. Sempre nos importamos apenas com nossa música ,com a honestidade do nosso trabalho e o Panzer esta aqui vivo e ativo… e hoje trazemos nosso legado conosco.

André: Inicialmente não. Estávamos fazendo algo completamente contra a maré do Metal que rolava. A moda era Metal melódico e pronto… Além do Thrash, misturávamos elementos de Stoner, numa época onde Stoner nem era um termo para definição de um som específico. Ouvimos muitas pessoas dizerem que éramos loucos e que misturar Thrash com Black Sabbath, que não era legal, que era coisa de velho saudosista. Bom, o que posso dizer, é que hoje sabemos quantas bandas enveredaram por esse caminho ( HellYeah!, Crowbar, COC, Hellfueled, Kill Devil Hill, Black Label Society, e muitas outras) e isso é uma realidade. Hoje, somos respeitados e até falam sobre a nossa coragem de insistir no som que acreditávamos… Isso é muito bom de ouvir e prova que devemos acreditar nos nossos instintos, mesmo quando todos digam que você pode estar errado.

Qual o significado do nome da banda ?

André: Panzer é uma palavra de origem alemã, que significa Armadura, Couraça, Carcaça, etc… É uma palavra forte e que equivocadamente muitas pessoas associam ao nazismo. Os tanques nazistas receberam o nome de Panzer pois eram fortes, eram verdadeiras armaduras quase indestrutíveis. Mas a palavra Panzer já existia e é, no significado dela, onde nos baseamos para a escolha do nome da banda e não nos tanques da segunda guerra. É importante deixar claro aqui isso, pois as pessoas desinformadas podem achar que simpatizamos com a causa. O nazismo foi uma das coisas mais terríveis que surgiu e é importante que os seus horrores sejam lembrados para que nunca mais se repitam…

Confira esta excelente entrevista na íntegra: http://metalonmetal666.wordpress.com/2012/09/07/panzer-entrevista-exclusiva/

Recentemente, o PANZER liberou o single e videoclipe para a música ‘Rising’:

Produzido pela AV Works/Metal Works, o vídeo mostra definitivamente o retorno da banda, chamada de ‘Máquina Thrash’ nos anos 90 pela renomada revista Roadie Crew.

‘Rising’ marca a volta do PANZER após um hiato de 10 anos. Atualmente a banda conta com os membros originais André Pars  na guitarra e Edson Graseffi na bateria, e os novos Rafael Moreira, recrutado para os vocais, e Rafael DM, que ficará responsável pelo baixo. Para a gravação do single foi convidado o baixista Dennis Grunheidt, que já tocou no PANZER. ‘Rising’ foi produzido pela própria banda e Henrique Baboom.

Clique no link para baixar o single: www.panzermetal.com.br

Contato para shows e merchandise: info@panzermetal.com.br

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